Apresentação

O Grupo de Estudos Filológicos e Lexicais (GEFILL) é um grupo vinculado à área de Filologia do Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia, coordenado pela Profa. Dra. Eliana Correia Brandão Gonçalves (PPGLinC/ILUFBA) e que reúne pesquisadores de diversos níveis.

A nomeação do grupo vem do luxemburguês gefill “sentimento”. O GEFILL percebe e interpreta o filólogo-linguista como um sujeito-pesquisador histórico, híbrido, nômade, dialógico, articulador, desarticulador e rearticulador de saberes, que considera os textos, as línguas dos textos e suas tensões, seus lugares, as memórias com suas continuidades e descontinuidades, seus afetos e desafetos, suas violências, mas acima de tudo suas (re)existências (Gonçalves, 2020).

O grupo visa desenvolver pesquisas interdisciplinares que articulam as áreas de Filologia, Linguística Histórica, Estudos do Léxico, Onomástica, História, Paleografia e Diplomática, por meio da edição e estudo de textos que integram acervos custodiados por diversas instituições, nacionais e estrangeiras, como o Arquivo Público do Estado da Bahia, o Arquivo Público Municipal de Salvador, a Fundação Biblioteca Nacional, o Arquivo Nacional, o Arquivo Histórico Ultramarino e o Arquivo da Torre do Tombo.

A ativa leitura filológica decolonial de textos históricos proposta pelo GEFILL embasa-se em uma prática interpretativa e histórica pautada em métodos de pesquisa documental, analítico, integrativo, dialógico e híbrido, considerando as questões acessadas pela materialidade textual, tradição, memória e cultura, por meio da compreensão crítica dos contextos de produção, transmissão, circulação e recepção de textos históricos e de usos linguísticos que figuram nos registros documentais.

São objetivos do grupo, na produção e socialização de conhecimento e no debate científico, social e político:

  • Produzir edições filológicas, conservadoras e modernizadas, de textos que integram os acervos baianos, brasileiros e estrangeiros, em especial textos sobre a resistência negra em contextos de escravização;
  • Desenvolver estudo onomástico, considerando a descrição e a análise do léxico toponímico e do léxico personativo registrados em textos históricos e aspectos sociais, históricos, culturais e políticos;
  • Divulgar, por meio da produção científica, as narrativas históricas de resistência das minorias, em contextos de violências, recuperando e reavaliando as memórias afrodiaspóricas e dos povos originários;
  • Propor articulações da pesquisa filológica decolonial com as questões da pauta contemporânea, destronando os pilares das leituras coloniais, que se insinuam em textos históricos;
  • Mapear e analisar, na perspectiva filológica e linguística e discursiva, as tradições discursivas e o repertório dos dados linguísticos lexicais constantes em diversos gêneros textuais, em um viés sincrônico e/ou diacrônico da história social da língua;
  • Analisar a prática filológica, paleográfica, diplomática e sociocultural da escrita na perspectiva das humanidades digitais.